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Câncer do Testículo


Um dos primeiros sinais de câncer testicular costuma ser uma protuberância ou inchaço nos testículos. Apesar disto, não se recomenda exames de rotina para adultos assintomáticos e adolescentes, nem tampouco um autoexame testicular. Esta prática era incentivada no passado, mas a evidência científica atual sugere que a descoberta do câncer testicular não leva a redução da morbidade e mortalidade. Contudo a Sociedade Americana do Câncer sugere que alguns homens devem examinar os testículos mensalmente, especialmente se existe histórico de câncer na família.

Os sintomas de câncer de testículos podem ser um ou mais dos seguintes:

- Protuberância em um dos testículos que pode ou não ser dolorosa.
- Dor forte ou dor aborrecida na parte inferior do abdômen ou no saco escrotal.
- Sensação frequentemente descrita como “peso” no saco escrotal.
- Aumento das mamas (ginecomastia) causado pelos efeitos hormonais da B-hCG.
- Dor lombar (lombalgia), característico quando o tumor está disseminado nos gânglios linfáticos ou ao longo das costas.

Câncer de testículo
Não é muito comum que o câncer testicular se estenda a outros órgãos com exceção dos pulmões. Contudo, se apresentar os seguintes sintomas, pode haver a presença de metástase:

- Dificuldade para respirar (dispnéia).
- Tosse ou expectoração com sangue (hemoptise) pela disseminação da metástase aos pulmões.
- Protuberância no pescoço devido à metástase nos gânglios linfáticos.

Os testículos são responsáveis pela produção dos espermatozoides e da testosterona (hormônio sexual masculino) e estão localizados dentro da bolsa escrotal. Normalmente acomete homens brancos entre 20 e 40 anos.

Há dois grandes tipos de câncer de testículo, os mais comuns são: tumor germinativo não seminomatoso (mais agressivo) e tumor germinativo seminomatoso (mais lento).

Existem dois fatores de risco mais comuns que podem estar associados: histórico familiar (risco discreto) e a criptorquia (testículo não descido até o saco escrotal), fenômeno mais comum em bebês prematuros e que deve ser corrigido o mais breve possível.

O exame essencial para confirmar a existência de um tumor de testículo é a ultrassonografia. O tratamento é cirúrgico por via inguinal e em caso remoção de apenas um testículo não há comprometimento da potencia sexual (uma prótese pode ser colocada no local). Para evitar a recidiva ou metástase, a quimioterapia é indicada (associada ou não a radioterapia).